OFICINAS DE PAIS/BOLSAS DE PAIS
"Porque os 'pais especiais' precisam de competências especiais para ajudar o/a filho/a no seu processo de inclusão, criámos (Pais-em-Rede e ISPA) as Oficinas de Pais/Bolsas de Pais, com financiamento do Alto Comissariado para a Saúde/Fundação Calouste Gulbenkian. Uma oficina experimental - 23 pais de todo o país/9 formadores - construiu um modelo de formação parental em 2010.
Em Évora, a partir de Abril de 2011!! (E em Faro a partir de 2012!)
Com o apoio da Universidade de Évora – Departamento de Psicologia.
DESTINATÁRIOS:
Pais de filhos com deficiência, de qualquer idade, vivendo nos distritos de Évora, Beja e Portalegre.
OBJECTIVOS GERAIS:
· Compreender o papel de “pai/mãe especial”;
· Analisar a imagem sobre a deficiência e entendê-la como um traço e não um rótulo;
· Identificar comportamentos inadequados, substituindo-os por outros que sirvam os objectivos de vida dos filhos com deficiência e da família;
· Gerir emoções, compreendendo os efeitos do/a filho/a com deficiência na família;
· Aprender a procurar e aplicar a informação, aproveitando os recursos existentes;
· Adquirir conhecimentos teóricos, necessários ao desempenho do papel de pai/mãe/cuidador/formador;
· Desenvolver competências ligadas ao trabalho de equipa, escuta activa e liderança;
· Criar uma rede de pais prestadores de ajuda, de modo a apoiar outros pais na gestão do processo de inclusão dos filhos.
ESTRUTURA:
1 - Nível I: Grupos de apoio Emocional →→→→ A começar em Abril de 2011.
Troca de experiências, encontro de pares, gestão de emoções, identificação de problemas e necessidades, aprendizagem conjunta e mudança de atitudes.
Grupos de 15 pais, orientados por um profissional.
Sessões: 8 quinzenais, sendo a 1ª de 4h, restantes 2h.
Nos intervalos haverá comunicação via Net sobre temas pré-determinados.
Por avaliação conjunta, podem sair, antes do prazo, para o 2º nível
2 – Nível II: Fortalecimento e Co-responsabilização
Formação/informação: temas gerais (anúncio, processo de adaptação; comunicação com o filho/família/sociedade; sexualidade; saúde e funcionalidade; direitos, recursos e apoios); temas específicos (intervenção precoce; escola; autonomia e vida activa).
Grupos de 15 pais.
Sessões: 8 semanais, sendo a 1ª de 4h e as seguintes de 2h (semanais).
3 – Formação de Pais Prestadores de Ajuda
Aprofundamento do nível 2, abarcando todas as fases; formação/informação em voluntariado e cidadania; trabalho de equipa e rede; formas e canais de comunicação; autoconhecimento; relações interpessoais e gestão de conflitos; instrumentos legais e aplicabilidade.
Grupos de 15 pais (perfil adequado e nível 2).
36h presenciais organizadas em sessões semanais e 14h de trabalho autónomo
4 - Bolsas de Pais Prestadores de Ajuda
Prestação de ajuda a outros pais, nos hospitais e SNIPI, nas escolas e na vida activa.
5 - Supervisão
Assegura o rigor das intervenções dos pais que iniciam um percurso profissionalizante pioneiro. Mensal e/ou sempre que necessário.
METODOLOGIA
Dinâmica de grupo, partilha de experiências de pais e formadores
Exposição de conceitos teóricos
Avaliação das sessões
COORDENAÇÃO:
Geral: Prof. Doutora Júlia Serpa Pimentel (ISPA – Instituto Universitário)
Pais-em-Rede Dr.ª Luísa Beltrão (Direcção Pais-em-Rede)
Coordenadoras pelas outras 6 universidades envolvidas
Dr.ª Sandra Dias
LOCAL e HORÁRIO
Combinados com cada grupo, e conforme a região onde decorrem
CALENDARIZAÇÃO
Em 2011 irão funcionar em Lisboa, Évora, Porto e Aveiro.
Em 2012, além destes abrirão em Braga, Coimbra e Faro.
CERTIFICADO
Será entregue 1 certificado de frequência a todos os pais que terminarem o respectivo nível.
INSCRIÇÕES
As inscrições são feitas, quer por e-mail, quer por contacto, sempre com preenchimento do boletim de inscrição (também disponível no site www.paisemrede.net )."
(informação retirada do site da CONFAP: http://www.confap.pt/desenv_noticias.php?ntid=1764 )
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 1 de março de 2010
Desde sempre vemos crianças a brincar, sozinhas ou em grupo, com ou sem brinquedos e inventando elas próprias diversas brincadeiras. O brincar é uma lembrança comum das vivências humanas, algo que todos já experimentámos. Mas qual a função dos brinquedos? Qual a importância do brincar?
O brinquedo é o elo de ligação entre a criança e o mundo, através dele a criança comunica as suas emoções, pensamentos e conflitos, serve como catalisador da brincadeira. Os brinquedos devem ser usados para brincar, para a criança mexer, não para serem meros objectos decorativos inacessíveis à criança: os brinquedos que não brincam não servem o seu propósito de construção. Com o brinquedo a criança aprende, imagina, cria, comunica, ou seja, possibilita novas formas de ser e de estar.
O brincar é uma actividade que permite à criança desenvolver:
• Uma forma de aprender sobre si mesma e sobre o mundo que a rodeia;
• A criança é autora no seu próprio desenvolvimento, construindo e adaptando-se ao ambiente, modificando e actualizando os seus esquemas básicos;
• Desenvolve a capacidade de interacção e aprende a lidar com o limite;
• Aprende regras e normas sociais de comportamento e os hábitos determinados pela cultura;
• Elabora hipóteses para a resolução dos seus problemas;
• Toma atitudes além do comportamento habitual da sua idade, pois procura alternativas para transformar a realidade;
• Trabalha com o imaginário. Os seus sonhos e desejos na brincadeira podem ser realizados facilmente, quantas vezes o desejar, criando e recriando as situações que ajudam a satisfazer alguma necessidade presente no seu interior;
• Experimenta emoções como a alegria, a tristeza e o medo;
• Ganha autoconfiança e aprende a fortalecer os seus laços afectivos;
• É uma forma agradável de crescer;
• Desenvolve a linguagem e a narrativa;
O brincar na criança favorece o desenvolvimento de vários aspectos da personalidade mas, para tal, é necessário que o ambiente também facilite o brincar da criança.
Desta forma, pais e educadores poderão contribuir de forma eficaz:
• Ao disponibilizarem tempo para as brincadeiras;
• Estarem atentos à idade e às necessidades de cada criança para disporem de brinquedos adequados;
• Respeitar e propiciar elementos que favoreçam a criatividade das crianças;
• Enriquecer e valorizar as brincadeiras realizadas pelas crianças; Integrar-se como participante das brincadeiras, interessando-se por elas, serem autênticos;
• Colocarem-se ao nível da criança e reflectirem sobre as brincadeiras e sentimentos;
• Ajudar a resolver conflitos;
• Considerar as preferências de cada criança. Através das brincadeiras ela terá a oportunidade de expressar os seus interesses, necessidades e preferências. O papel do educador será o de propiciar-lhes novas oportunidades e novos materiais que enriqueçam as suas brincadeiras, porém, respeitando a vontade e a motivação da criança de forma a não forçá-la a realizar determinada brincadeira ou a participar;
• Não reforçar papéis sexistas e/ou outros valores do educador que limitem a expressão da criatividade e da personalidade;
• A brincadeira é centrada na criança, é ela a personagem principal, os pais e educadores acompanham-na nesta aventura.
A brincadeira é uma necessidade da criança, quanto mais ela brincar melhor consegue superar os seus conflitos e as suas dificuldades, estando assim disponível para um desenvolvimento positivo.
(fonte: http://www.guiadafamília.com/)
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